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20 de abril de 2020

Não a Ditadura e Sim a Vida


 Foto: Vatican Media/­Handout via Reuters

   Costumo dizer, que falar sobre causas sociais, o sofrimento do povo menos favorecido, a luta contra as mazelas cotidianas e tantos outros dilemas é algo que me deixa triste. Difícil não falar na primeira pessoa em muitos momentos. Durante missa, (19), Papa Francisco pediu, solidariedade no combate do mundo à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O pontífice deixou o Vaticano pela primeira vez, em mais de um mês e, na Igreja do Espírito Santo em Sassia, em Roma, alertando para "indiferença egoísta" no combate à pandemia. Acrescenta, que “O risco é que possamos ser atingidos por um vírus ainda pior, o da indiferença egoísta. Um vírus que se espalha pelo pensamento de que a vida é melhor se for melhor para mim e que tudo ficará bem se for bom para mim”, afirmou. Fonte: G1 Portal de Notícias.

  Situação do Brasil

  O Brasil passou e tem passado, nestes últimos tempos, negando o que estava mais do que claro, que sem educação nenhuma nação se desenvolve e cresce. Os governantes perderam muito tempo em meio a um revanchismo sem fundamento e que só provocou e tem provocado, o retrocesso do país e consequente aumento da desigualdade social. Hoje, sem generalizar, lidamos com pessoas  de deficitária cultura, formadas, que brigam por ideias sem saber o fundamento do que estão lutando, sem estudar par e passo cada detalhe relativo a um assunto. Daí o que falar? Escrevo há anos e o que mais percebo é que as informações para muitos entram por um ouvido e saem por outro. A moda do momento é brigar por coisas indefensáveis e inadmissíveis. Ao falar sobre algo, busque e dê fundamento a cada palavra proferida, dita e não entre em discussões sem fim, pois isto não produzirá soluções, mas sim, ainda mais retrocesso se é que isto é possível dada a circunstância em que o Brasil chegou. A bem da verdade, a educação e a cultura nunca foram valorizadas no Brasil. Um povo leigo luta sem saber os fundamentos como em suma eu disse aqui. Ou seja, anda como um cego na escuridão. Daí como vamos ter um sistema de saúde e educação de qualidade, bem como, tantas outras coisas que são tão essenciais a todos os cidadãos? Fica difícil. Assistam abaixo, por gentileza, a reportagem exclusiva feita pelo programa: "Conexão Repórter" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), sobre os desafios sobre do COVID19,  apresentado pelo Jornalista: Roberto Cabrini:


A Ditadura é Inadmissível

       Diante de todo um contexto de falta de bom senso e raiva popular, povo vai as ruas mobilizado pelo atual governo. Um presidente, que possuí uma conduta temerária a ordem democrática, que desrespeita e desafia o (STF) Supremo Tribunal Federal, a (OAB) Ordem dos Advogados do Brasil, a (OMS) Organização Mundial de Saúde, o que a maioria das religiões tem defendido dentre as quais, a igreja católica na figura do papa, Francisco. Trata-se de um acinte aos poderes constituídos e a democracia. Cabe ao povo pela razão procurar se situar enquanto sociedade coesa e que defende o que é sensato e não o capital econômico em detrimento de vidas. Todos sabemos da necessidade que temos de voltarmos aos nossos trabalhos, a vida normal, mas sabemos também que não vivemos um momento adequado para isso. Por conta da uma boçalidade de sectários de um governo e da falta de entendimento, boa parte da sociedade pode ficar com suas vidas em xeque, por conta de um governo que não age com a razão, mas o argumento tosco de quem se insurge, inclusive, contra as leis. Em apoio a mobilização contra o isolamento social, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, quebra todos os protocolos determinados pelos órgãos de saúde nacional e internacional, as autoridades mundias etc. Indo de encontro a multidão, presidente viola e ignora tudo. Isto viola o Código Penal estabelecido pela lei: 2848, artigo 267, que trata "Dos Crimes a Saúde Pública", reza que: causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos e no artigo 268: Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.  Fica aí a oportunidade de reflexão para todas e todos.

 A Situação da Saúde no Brasil

   A precariedade no sistema de saúde é a palavra mais apropriada ao que é visto. É do conhecimento de todos e de todas, que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e cuidadores de idosos, são verdadeiros guerreiros inveterados na busca por salvar vidas e mesmo sem condições, levar a todos o mínimo de dignidade. A dificuldade dos profissionais da saúde do Brasil é algo absurdo e triste de ser visto, mas que precisa ser narrado como é e não como se dita a fantasia. Não vivemos em um mundo da fantasia, mas em um contexto de absoluta tristeza, insegurança e de dias incertos. São trechos cortantes e massacrantes que fazem parte do contexto de vida das relações humanas.

As Favelas e a Falta do Básico

 Ao falar sobre um segmento da sociedade que é invisibilizado, discriminado é que, vemos o quanto para algumas pessoas, é algo insuportáveis determinadas situações. Em sua grande parte, o povo sofrido e marginalizado, vive nas periferias. Nas favelas não há o básico do básico. Nesse sentido, que faço um adendo de que precisamos olharmos para este povo que sofre há anos sob o jugo do abandono e da falta de políticas públicas que os abarquem em suas ideias, e sobretudo em suas práticas. O povo se encontra cansado de esperar por atitudes efetivas. A política mais do que nunca se resumi em nada... 

A Luta contra a Realidade

  Não se pode ignorar os fatos, e tratar a vida como algo descartável. Em que ponto chegamos. Pelo amor de Deus! Vidas sendo perdidas em todo o mundo, dados oficiais sendo emitidos. Será que o governo brasileiro está alienado? Não...trata-se da mais absoluta falta de humanidade para com o próximo. A política, o dinheiro, a religião e nada pode ser posto além da vida. Vida é por si só algo incomensurável.

#Fique em Casa

  A hashtag: "fica em casa", tem sido a palavra chave para encarar esta terrível pandemia no Brasil.  Ficar em casa em dias onde, o comum é ver todos indo para os seus trabalhos não é nada fácil, porém não se trata do que é comum ou não. O que está em voga é a vida e em prol dela que estamos fazendo sacrifícios.

Finalizando

Nada será possível se não estivermos unidos nesta luta por dias melhores. Portanto, sigam em suas casas a fim de que este vírus não se prolifere. Todos, literalmente, estamos com nossas realidades de vida mudadas e precisamos de seguirmos juntos.




João Luciano




11 de abril de 2020

A Páscoa e as Contradições do Dia a Dia

  Domingo de Páscoa, mais uma comemoração ou ressurreição de Jesus Cristo? A final, o que são e a que se propõe tais datas? Pois é, caros leitores, muitos sequer sabem o que é, quanto mais a que se propõe uma data comemorativa! Partindo desta premissa, é perceptível o quanto é necessário que as pessoas revejam seus conceitos e tudo mais, pois cada data comemorativa tem um fundamento e finalidade cristã ou de outra ordem. A cruz vazia é sinônimo segundo é apregoado por muitas religiões, o símbolo de que Jesus Cristo foi morto e no terceiro dia foi ressuscitado, o que representa a maior vitória sobre a morte.  Na Bíblia, a palavra traduzida como “ressurreição” vem do termo grego anástasis, que significa “se levantar” ou “ficar de pé novamente”. Quando uma pessoa é ressuscitada, ela é “levantada” dentre os mortos e volta a ser a pessoa que era antes. — 1 Coríntios 15:12,13. A palavra “ressurreição” não aparece nas Escrituras Hebraicas, também conhecidas como Velho Testamento, mas o ensino sim. Por exemplo, Deus prometeu por meio do profeta Oseias: “Da mão do Seol os remirei; da os recuperarei.” — Oseias 13:14; Jó 14:13-15; Isaías 26:19; Daniel 12:2. Foto:  marceloomensageiro.blogspot.com

 Contexto

      Sempre discorri sobre as intempéries e a complexidade da mente humana, as relações sociais nos seus mais variados aspectos, o individualismo, o egoísmo, a pequenez nas atitudes, a soberba, a arrogância, o materialismo, a falta de amor ao próximo, a ausência de solidariedade, a superficialidade dentre tantos outros. A conclusão que é sabida por todos está relativa à falta de Deus, falta de humanidade, sensibilidade etc.  O distanciamento da fé, e aqui, falo da fé unicamente e não de igreja, placa ou coisa do tipo, pode ter provocado a falta de amor e sensibilidade.  A dissociação da fé a uma igreja é bem simples, igreja não define quem é quem. O que o faz são as atitudes de cada ser humano. Não adianta pisar uma igreja, centro espírita ou o ligar que seja se você for indiferente ao seu irmão ou irmã. Não adianta andar com uma bíblia embaixo do braço se não é praticado o conteúdo existente na mesma. Toda liturgia segue o seu ritual em cada religião.  Rituais de nada servem se de um lado a boca e o coração estão sujos. Reflita e faça uma autoanálise.

Atual Momento 

  Atualmente, estamos lidando com o COVID 19 e em tempos de um forçoso é necessário isolamento social, percebi o quanto a mente humana é uma caixinha de surpresas. Nos dias comuns o que mais víamos antes da pandemia eram pessoas que mal se olhavam, mal se cumprimentavam ou se ajudavam. Todavia, é que a pandemia refez todas as formas de pensar, agir e reagir. Como em um passe de mágicas, as pessoas passaram a serem tão desejosas do contato social, que o buscam até por meio de "Lives nas Redes Sociais", estão sendo mais atentas ao outro etc.  Realmente, são atitudes, que PiagetVigotiskFreudJung e tantos outros pensadores e produtores da literatura psiquiátrica e da psicologia sequer ousaria decifrar. Algo que até então era visto e tratado com descaso que é a aproximação humana passou a ser uma das coisas mais buscadas. Bom sinal, mas se de tudo houvesse evolução humana e espiritual. Não deixem de se cuidarem, e a despeito do radicalismo e da ignorância de alguns políticos, #FIQUE EM CASA!!

Na minha Concepção

     Meus caros leitores o ser humano, sem generalizar, continua muito egoísta e mega materialista.  Estamos em plena Páscoa, uma Páscoa que ficará para a história como o dia em que a humanidade se olhou mais. No entanto, ainda assim, como é grande a frieza humana!! Para muitos se não for pelo amor, o aprendizado se dá pela dor. Contudo, o que vejo é que muitos morreram seja pelo amor ou pela dor sem vislumbrar um pouco que seja de evolução. Mas este é o preço do livre arbítrio.  Em podendo escolher muitos o fazem para o mal, a despeito de quem quer que seja ou de que preceito religioso que seja apregoado. A Páscoa para muitos que sequer buscam saber é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo dentro do contexto do cristianismo.  Ao fazer uma imersão para dentro da essência da palavra  ressurreição, vejo que a humanidade precisa fazer a ressurreição do amor a si e ao próximo, de um diálogo claro e sem hipocrisias, buscar o entendimento profundo e sem floreamentos a fim de que as próximas gerações não recebam um mundo tão amargo, cruel, de desamor e frio destituído de sentimentos e apático de atitudes generosas para com o próximo. Na imprensa usar a palavra na primeira pessoa não é comum, mas não fico sem manifestar-me em causas nas quais vejo a relevância da minha palavra, enquanto cidadão e  formador de opinião 

 Finalizando

 Que neste domingo todos possam refletir mais sobre a vida e refazer suas ideias, se tornarem ou pelo menos buscar se tornar um ser humano melhor, com mais amor no coração, humildade, solidariedade, e sobretudo com fé em Deus, independente de religião. 





João Luciano
  



7 de abril de 2020

O Dia do Jornalista e a Atualidade

     Foto: cinegnose.blogspot.com.br


Origem da Homenagem

  Trata-se de algo histórico e que merece ser registrado. O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil.  Giovanni Badaró foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade. Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista. Fonte: Calendarr. com . Segue abaixo,  a entrevista concedida pelo grande jornalista, Roberto Cabrini para a jornalista e apresentadora,  Leda Nagle: 



Do Profissional de Imprensa

 
  A atividade jornalística é uma das profissões mais essenciais no tocante a prestação de serviços a humanidade, pois é por meio do profissional da imprensa, que todos nós cidadãos, somos informados. A informação é uma ferramenta indispensável a todos e é o jornalista que é o responsável por investigar o que já foi ou está sendo objeto de investigação, e analisar cada detalhe para prestar a todos, o serviço de utilidade pública. É sabido que quem escolhe esta profissão possuí o papel de aclarar as mentes sobre os aspectos de ordem social, política, jurídica, econômica  e de entretenimento. Sem falar das relações humanas, por meio de uma vertente, muitas das vezes, filosófica. A profissão permite denunciar crimes, ora, praticados nas mais variadas instâncias do poder público e privado. Na minha concepção, o profissional de imprensa precisa ser neutro, apartidário, não possuir bandeira religiosa, caminhar na contramão do que chamo de manipulação da informação e exercer sua função com absoluta isenção, responsabilidade, imparcialidade, a liberdade de imprensa e de expressão.



A liberdade de Imprensa

  Em novembro de 1953 foi instituída a lei: 2.083, a fim de salvaguardar os direitos da Liberdade de Imprensa.  Ultimamente, o profissional de jornalismo, sem generalizar, tem comido na mão dos que possuem o poder econômico, quer seja por meio dos grandes veículos de comunicação ou de órgãos públicos que se autodeclaram como representantes da classe. Sou contra a toda e qualquer manipulação da informação, pois conteúdos manipulados podem ser tudo menos,  informação. Todo e qualquer profissional que distorce uma informação para agradar uma minoria, em detrimento da maioria e com o fim de fazer desta, uma massa de manobra, não passa de um integrante de máfia que espalha, dissemina fake news. O termo fake news quer dizer: notícia falsa. O termo surgiu nas eleições americanas de 2016 quando Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos. Contudo, o termo informação falsa já é utilizado desde o século XIX. A mentira combina com a mídia rasteira, que se vende em troca de fama e do protagonismo da informação. Isto é a meu ver, é ir contra os princípios e valores, ora, defendidos pelo que rege a profissão que é marcada pelo glamour  de sua  importância e  pelos holofotes das câmeras.


Liberdade de Expressão

 Já, no artigo 5° inciso IX da Constiuição Federal Brasileira, esta estabelecida a liberdade de Expressão. A liberdade de se expressar é fundamental para o exercício da atividade. No entanto, o ato de expressar-se deve ser acompanhado de fundamentos, pois palavras vazias só produzem barulho, mas nunca fazem os interesses da sociedade serem atendidos.  

 A venda da Informação

  Quem compra a informação não é digno de ocupar a profissão e quem se vende para tê-la representa o lado negro do que chamamos de mídia marrom. Confesso, que falar  e mostrar os fatos como o são nos dias  de hoje, não é nada fácil e quem se propõe a fazê-lo paga um alto preço. Descortinar as mentiras e não fazer parte do jogo oferecido pela ganância é estar fadado a não ter muito sucesso ou mesmo não ser bem visto no próprio meio. Utilizo-me desta feita para discorrer na primeira pessoa porque não tenho sequer paciência de falar sobre os bastidores, quanto mais de submeter-me a ele. O profissional que se propõe a caminhar na contramão sofre o descaso de um outro seguimento que gosta das facilidades, seduzidos pela informação fácil, que na sua maioria, são fake news. 


Hipocrisias da Área Jornalística

 Os holofotes sedutores das câmeras promovem o que chamo de profissionais presunçosos e prepotentes, que na sua maioria não são sequer bem preparados para serem um Jornalista de verdade. Escrevem, leem e transitam pelo meio social muito mal. São os profissionais que conseguem ser visibilizados por conta de se inclinarem para um segmento da mídia que se vende.  #HUMILDADE JÁ

 A Importância do Negro na Mídia

   O negro quase sempre é invisibilizado pela mídia e na mídia. Muita coisa ainda precisa ser feita neste sentido. Já houve mudanças, mas ainda precisamos de mais negros ocupando o cargo de jornalistas, apresentadores etc.  Mas o negro por outro lado precisa ajudar-se, pois o que percebo é que o negro quase sempre protagoniza cenas de racismo até mais acentuadas do que o próprio branco. Nunca me senti vítima do racismo por saber me colocar, mas não são todos que podem falar o mesmo. Certa Vez, conversei a este respeito com o grande ator, Milton Gonçalves. Um dos maiores, quiçá maior ator negro da história da TV brasileira.

Finalizando 

  O papel do jornalista é fundamental para que os direitos do cidadão sejam respeitados. Sem falar, que denunciar os erros e fiscalizar o poder público é um dos alvos prementes da atividade. Para tanto, o Jornalista  não pode seguir uma linha preestabelecida. Este precisa saber transmitir a informação de maneira única, com isenção e imparcialidade fazendo de cada matéria ou parecer emitido, algo exclusivo, pois isto é a identidade de um verdadeiro profissional do segmento. Em nome de própositos tão nobres, que aproveito a data, para cumprimentar a todos os jornalistas do Brasil e do mundo!!!






2 de abril de 2020

Profissionais Exemplos, a Negligência e o Papel da Imprensa

  Ao  discorrer sobre o  COVID 19 coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARSCoV-2) e todas as nuances que envolvem o mesmo, percebo o quanto que profissionais como Cuidadores de idosos, Técnicos de enfermagem, Enfermeiros e Médicos não param. A categoria médica representa o povo brasileiro em todos os aspectos, pois enquanto a maioria da humanidade teve que parar, eles estavam e estão lá dando literalmente o sangue, a vida por todos. Trata-se de um sacerdócio a que muitos sequer lembram.  Estes profissionais, assim como os bombeiros e a segurança pública merecem uma medalha de honra por serem tão aguerridos e de fazerem com tanto amor algo que é salvar vidas. Não posso deixar de citar aqui, os catadores de lixos que são invisibilizados por muitos, mas que recolhem os lixos produzidos por todos nós. Ressaltar a relevância do papel de cada um destes profissionais e demosntrar gratidão é ir na contramão do que vemos. Foto: Rogério Reis/Ministério da Saúde. Assistam abaixo, por gentileza, a reportagem exclusiva feita pelo programa: "Conexão Repórter" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), apresentado pelo colega, o jornalista: Roberto Cabrini:

                                                 
Falta de Insumos Básicos nos Hospitais 

  A situação é crítica e ao mesmo tempo inaceitável. Profissionais da rede pública trabalham sem a mínima proteção diante de uma pandemia sem precedentes. Diante da falta de luvas, máscaras e tantas outras necessidades, os profisionais da saúde continuam em frente na luta contra o Coronavírus. Fonte: "Programa Conexão Repórter". Se de um lado temos a veiculação por meio da mídia de que os governantes estão trabalhando, por outro temos uma realidade assustadora e nefasta. A situação é tão delicada que coloca funcionários em risco bem como, todos os pacientes que chegam até as unidades públicas de saúde.  Como não denunciar, falar e reclamar por soluções? Impossível.

Contexto

    A saúde é tratada com descaso pelo poder público brasileiro, mas temos profissionais que se esmeram por dias melhores, imprimindo o máximo de seus esforços, para oferecer a todas e todos o melhor que podem com o que possuem. Mesmo diante de maus salários e do não reconhecimento profissional por parte do poder público e privado tais profissionais seguem adiante.

   A Importância da Imprensa no Contexto Atual

    Isto não é lembrado por muitos e ao tocar em alguns pontos chaves e polêmicos a maioria dos meus leitores perguntam-me se eu não temo por ser tão incisivo em relação a tantas questões. A meu ver, este é o papel do que cunho chamar: "Imprensa Verdade". A imprensa de verdade não busca ter razão, mas sim, em levar todos a refletirem sobre os fatos como o são, sem máscaras. Em toda a minha história nunca tive medo de ser quem sou, seja com defeitos e qualidades. Aos que temem dizer a verdade, fiquem à vontade, mas aqui não paro de levar a informação com isenção e sem fake news aos quatro cantos do Brasil e do mundo. O jornalismo que vejo e entendo precisa ser reformulado e ser feito com a mais absoluta isenção, salvo raríssimas, exceções. muita hipocrisia e pretensão no lugar da informação de verdade. Um jornalismo que não leva meios para que os seus leitores possam pensar não é jornalismo, sobretudo nos tempos atuais. Sei que estamos longe de termos Democracia, Liberdade de Imprensa e de Pensamento, porém um dia chegaremos lá. Falo deste contexto midiático sem perder a linha de raciocínio do que postulo aqui, que é o reconhecimento aos profissionais dos serviços mais essenciais a todos, já que, trabalhar com a verdade é vislumbrar também a profissão destes profissionais.

Os Movimentos de Classe

   Vejo sensacionalismo, baixaria, governos despreperados, movimentos pró isto e aquilo, e que no fundo só possuem intenções escusas, pensam só no próprio umbigo, sem generalizar. Dizem defender classes como a dos médicos e não o fazem, dizem lutar pelos bombeiros e nada, outros se dizem  e se intitulam como arautos da defesa dos direitos dos negros e dos menos favorecidos e o que fazem é tudo menos o que se propuseram.  Muitos irão se perguntar o que há de coerência em fazer uma matéria falando da valorização de classes se toca-se na questão dos negros. Qual a relação? Toda, pois para falar de reconhecimento precisamos falar de todos. Enfim, nosso país e o mundo vive uma absurda falácia em todos os aspectos e quem ousa quebrar o silêncio e falar o que realmente importa passa a ser visto como polêmico. Se ser polêmico é falar a verdade... em que mundo estamos? O mundo onde os que prestam serviços que salvam vidas como os médicos e bombeiros ganham tão pouco  e em contrapartida de outro lado temos os políticos corruptos e falaciosos  que ganham tanto e pouco ou nada fazem. Sem generaligar no tocante aos políticos que trabalham de verdade. Mas a bem da verdade, o valor que os parlamentares ganham estrapola os límites do bom senso.

Finalizando 

     Conclusão, falar o que realmente acontece é carregar um alto preço nas costas por ir na contramão do sistema. Mas não há outro caminho para a valorização de classes de verdade, bem como, para a melhoria de vida de todos sem estabelecer esta discussão. Caso tivéssemos vivido em toda a história da humanidade sem o cabresto de um sistema que só procura dominar as massas não estaríamos vivenciando tantos dilemas difíceis.


Instagram: https://www.instagram.com/joaolucianooficial/



João Luciano




25 de março de 2020

Uma Pandemia que Parou o Brasil e o Mundo

   É do conhecimento de todos que o Coronavírus se tornou um dos temas mais discutidos nos últimos tempos. Para muitos trata-se de motivo de pânico, para tantos outros de prejuízo financeiro, pois a pandemia que começou na China se alastrou por todo o mundo, e atualmente fez  com que um dos países mais importantes do mundo, o Brasil que passa por uma de suas piores crises econômicas parasse literalmente. É sabido também dentre outras questões a falta de legitimidade do governo federal que não tem representado o país, que tem agido de forma ditatorial e de absoluto desrespeito para com o povo brasileiro e com a imprensa, tolhendo a mídia da informação e ofendendo os repórteres. Um presidente irônico que não sabe se pronunciar, que promove a ditadura e age com mais absoluta falta de respeito. Isto é de uma aberração sem precedentes. Diretas já!!! A liberdade de imprensa e de expressão precisa e deve ser respeitada.  Imagem acima de Kevin Frayer / Getty Images. Assistam abaixo, por gentileza, a reportagem exclusiva sobre o assunto em pauta, feita pelo programa: "Conexão Repórter" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), apresentado pelo colega, o jornalista: Roberto Cabrini:




 Em 2/02/20 fiz uma matéria falando sobre o Coranavírus: https://jluciano442.blogspot.com/2020/02/os-coro/avirus-oms-e-um-alerta-global.html. Sem parar, no último dia 18/03 em uma entrevista concedida a mim, a cantora e compositora Angie Dynes que mora no Reino Unido, há 19 anos,  falou-me de sua situação após ser infectada com o Coronavírus. Para tranquilizar os fã da cantora, ela está cada dia melhor. Segue o link da entrevista com Angie Dynes: https://jluciano442.blogspot.com/2020/03/entrevista-exclusiva-o-coronavirus-e-o.html . Diante de tantos fatos inaceitáveis, e de sobretudo com a finalidade de aclarar a mente dos brasileiros que sites, portais de notícias e tantos outros veículos de comunicação saem a procura de explicações contundentes acerca do Coronavírus e de como os médicos brasileiros tem lidado com esta situação de caos mundial.

   Postura do presidente contra uma respeitada Jonalista

    Isto demosntra a mais absoluta misoginia por parte do presente Jair Bolsonaro ao jornalismo brasileiro. Chega de tanta palhaçada. Um insulto a imagem da respeitada Jornalista da Folha de São Paulo, Patricia Campos Mello. Este presidente parece mais um bobo da corte. Alguém precisa frear isto. Fonte: Jornal do Grupo Bandeirantes de Televisão. Segue prova abaixo:


Preocupações do momento

 Quais os cuidados, a busca pela cura, a prevenção e tantos outros fatores que são elementares ao restabelecimento da rotina de todos os dias? Saindo a campo observa-se  comércios fechados, pessoas tristes, preocupadas, sem saídas e literalmente reclusas em suas casas em respeito a ordem estabelecida como forma de precaução. Sem falar que é um dos caminhos de combate ao tão falado vírus que vem levando a óbito tantas pessoas no Brasil e em todo o mundo. O maior problema é ignorar a gravidade da situação. Estão brincando com coisa séria.


Favelas em foco

    O povo da periferia de São Paulo e de todos os demais estados são os lugares que mais sofrerão, pois com quem estas pessoas podem contar? São marginalizados e esquecidos pela poder público. Sem falar na aglomeração que é uma característica de toda favela. Posso falar com propriedade porque fui criado em uma comunidade. Vale ressaltar o papel incrível do presidente da associação de moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues. Um lutador pelo a igualdade social que se destaca em levar amor ao próximo e também por meio de suas falas em entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini, acima.


O lado bom de tudo

    Os acontecimentos tidos como ruins na verdade possuem uma vertente positiva, pois ao olhar para o que se tornou a humanidade percebemos o quão materialista, individualista, egocêntrico e egoísta o ser humano tem se tornado. Alguns choques são bons para que todos acordem para a realidade de que não somos eternos, e sobretudo para a compreensão de que o que é semeado a natureza em nível de destruição, aos animais em matéria de maus tratos, aos idosos em matéria de descaso, ao mendigo em matéria de desumanidade como se este sequer existisse, para com o menos favorecido como se este não ocupasse lugar no planeta e para tantos outros casos. A humanidade precisa acordar para o entendimento de que não é dona deste planeta, de que nós não somos melhores que os outros, de que crescemos pessoal e epiritualmente a partir do nosso próximo e não somos mais que o mesmo.

Conscientização para a vida

   O Coronavírus tem sido a razão para que nos apercebamos de que o mundo está sendo destruído pelo próprio ser humano. Cedo ou tarde a solução virá para este vírus. mas a maior solução precisa vir para curar o coração das pessoas que a cada dia que passa torna-se cada vez mais violenta e com o coração petrificado, incapaz de se colocar no lugar do seu próximo. O materialismo, o egoísmo, a prepotência, a soberba, o orgulho, a mágoa, o ódio e tantos outros sentimentos tacanhos.  Enquanto boa parte da humanidade estiver cega e fechada em si mesmo com os seus achismos, preconceitos, arrogâncias e desunida experimentaremos do pior. Não trata-se de um pensamento negativo, mas de uma constatação a que poucos se dão conta ou preferem ignorar. O tempo passa, mas a conta chega e o valor é alto. Pena que muitos só se apercebem dos fatos como o são quando veem a morte bater a porta por meio de vírus, de uma doença ou de qualquer outra catástrofe.

 
  Materialismo

   Com o passar dos anos, as pessoas, sem generalizar, se tornaram capitalistas ao extremo. Ter dinheiro não é algo ruim e muito menos pecaminoso. No entanto, pôr o dinheiro a frente do amor, de estar com quem se ama, de aproveitar a brisa que é soprada em nossos rostos, valorizar a saúde, a família que se tem, dizer a estas o quão importante são, trabalhar, mas ter a conciência de que para tudo, literalmente, tudo há um limite é fundamental. De que não é necessário correr e correr contra o tempo sem saborear a verdadeira sensação de felicidade. O pior é que depois as pessoas, mesmo que não de cara, lá na frente verão o quanto perderam ou melhor perderam momentos tão preciosos da vida. Hoje milhões de pessoas reclamam do isolamento forçado a que foram subjugadas, mas em estando livres mal se olhavam e se falavam. Aí que percebo a grande hipocrisia e uma oportunidade ímpar para que todos parem e reflitam sobre o que estão fazendo de suas vidas.

  Egoísmo

   As pessoas não se ajudam e nem ajudam a mais ninguém. Sem generalizar. Há o pretexto de que por conta de decepções não se deve confiar em outrem, mas negar o pão, um café e atenção. A humanidade entrou no mais absoluto retrocesso de todos os tempos.

Prepotência

  Como existem pessoas prepotentes, que se acham acima de tudo e de todos, seja por estarem em cargos importantes, estarem com os holofotes acesos sobre si, seja pelo poder aquisitivo que possuem. São tão cegas que fazem plásticas, nada contra as plásticas... praticam exercícios para ter corpos definidos, mas não procuram definir a alma e o interior para antes de cuidarem do que há do lado de fora, lapidar e limpar o que está do lado de dentro. Até porque, seja o mais rico do planeta ou o mais pobre o destino que espera por todos nós é um só e que poucos gostam de ouvir e ver que é um caixão. No caixão não vai cordão de ouro, carro, prata, casa de praia, mansões, conta bancária dentre tantas coisas.


   Amor

Amor a si, amor ao próximo são sentimentos nobres e ao mesmo tempo foram deixados para trás por conta da frieza que petrificou o coração de boa parte da humanidade. Que de cada dor se tire uma lição positiva para que não voltemos a reviver o que estamos passando neste momento no Brasil e em todo o mundo.


Instagram: https://www.instagram.com/joaolucianooficial/

João Luciano



22 de março de 2020

A Intolerância Racial, Religiosa e o Coronavírus

    Foto:  Claudia Rosa de Oyá

História

    Claudia Alice Xavier, mais conhecida como mãe Claudia Rosa de Oyá, nascida em São Paulo - Capital, é um dos nomes que representa a religião de matriz africana no estado de São Paulo, sendo nestes anos mais do que nunca, uma grande lutadora pela igualdade e o respeito as religiões de matriz africana.  É sabido que o preconceito e a intolerância racial e religiosa, foram e tem sido uma das causas mais discutidas e defendidas pela mãe Claudia do Ilê Asé Ojú Oyá (Casa de Axé: "Os Olhos de Iansã"). A mãe está a frente da casa há 12 anos.  É do conhecimento também que a mãe Claudia é um dos símbolos de defesa da integração entre religiões e da busca pelo respeito que precisa existir entre todos os segmentos religiosos. Seu Ilê (casa), fica no bairro de Guaianases, zona leste do estado de São Paulo, no bairro de Guaianases, na rua Bom Jesus da Penha 346. A paz é uma das coisas mais buscadas pela humanidade desde que mundo é mundo, no entanto, a guerra pelo que se cunha chamar de religião (religar), mais adequada trata-se da coisa mais inadequada para os que conhecem a essência de uma religião. A ignorância cega e não deixa que as pessoas percebam o quão perdidas estão. Assistam ao vídeo no qual a mãe Claudia Rosa de Oyá fala sobre a intolerância religiosa:



Entrevista exclusiva com mãe Claudia 


Quando surgiu o Ilê (casa)?

    O Ilê foi fundado há 12 anos e encontra-se no bairro de Guaianases na rua Bom Jesus da Penha 346, no estado de São Paulo. 

O que a senhora entende por Intolerância Religiosa?

 Todo o desrespeito a religião alheia é Intolerância. Todavia, a intolerância ao candomblé se dá em razão de o condomblé ter advindo do povo negro. A bem da verdade, o que sofremos é racismo religioso, pois todas as violências vivenciadas pelo candomblé vêm do fato de ser uma religião, quase que majoritariamente, negra. O candomblé é cultuado há mais de 2.000 anos e que se espalhou pelos porões dos navios. Seja por meio dos hábitos alimentares, costumes trazidos e passados de um para o outro. Na nossa religião se cultua a ancestralidade, pois o respeito aos mais velhos é prioridade e quando desrespeitam a nossa fé, o fazem aos nossos ancestrais, que tanto sofreram para perpetuar a sua fé. 

O que pensa sobre o Coronavírus dentro do contexto das religiões?

 Trata-se de um momento para se conscientizar, refletir, pensar e repensar, orar, meditar sobre toda a maldade, ora praticada entre os seres humanos, o desamor e o materialismo. Sem falar da importância do momento para a união entre os povos e a integração, o fomento, promoção da fé, literalmente falando. 
  

O que o Ilê procura promover no dia a dia?

   Educação social por meio de palestras, cursos, abrindo as portas para a cultura e a saúde de modo a contribuir com a igualdade social. O Candomblé é uma religião de matriz africana que foi moldada pelo povo escravizado, que chegaram ao Brasil e tiveram que moldar sua religião a cultura brasileira, tendo em vista que precisavam adequar seus ditames religiosos a cultura de um novo povo. Há várias raízes que vieram com eles. Mãe Claúdia vem de raiz Oxú Marê. Todavia existe várias outras raízes tais como: EfónRaiz cantoaCasa BrancaViva DeusOpo FonjaMuritibaJeje marrin dentre outras. 

Qual a participação da senhora em projetos sociais e quais as perspectivas para o futuro a frente do Ilê?

   Procuro estar sempre presente nas atividades sociais, principalmente nos movimentos das mulheres negras através da marcha mundial das mulheres negras. Participo da RENAFRO ( Rede Nacional de Saúde nos Terreiros), participo do mulheres de axé do Brasil enquanto conselheira nacional e também como coordenadora do núcleo do estado de São Paulo, onde temos uma coordenação tripartiti, constituída de três Ialorixás que também são conselheiras nacionais; mãe Maria Emília de Oyá de São Bernardo do Campo, Mameto Luidiiji mãe Ofá.

Qual a Importância da união entre as religiões?

   Muito grande, pois a partir do momento em que houver a troca de conhecimentos nestes tempos de Inter - religiosidade as coisas fluíram e a paz reinará. 


Há quantos anos a senhora é mãe de santo?

 Sou mãe de santo há 15 anos, tendo 24 anos de santo feito. 


Quais os principais princípios de seu Ilê?

  O amor, a gratidão e o respeito. 


Qual a importância do estudo sobre a religião de matriz africana?

  A religião de matriz africana é passada de forma oral, pois não há escritos registrados. Há antropólogos e historiadores, mas isto é recente diante de algo que vem de 2000 anos atrás

A senhora tem  alguma sugestão de cursos para entendimento da religião?

   O melhor curso por assim dizer é você vir para a casa de candomblé e ser um (abian) Abian é a pessoa não iniciada ao orixá, que apenas frequenta o candomblé com a intenção de ser yao um dia. Yao é a pessoa iniciada no orixá no candomblé.  Ou seja, viver o candomblé no seu dia a dia com suas dores, alegrias e harmonia diária é a forma mais coerente de se conhecer a religião e seus fundamentos. 

Redes Sociais da mãe Claudia Rosa de Oyá





Reuniões

    Em 2019 nos reunimos na Bahia para o primeiro encontro nacional do grupo mulheres de axé do Brasil, onde tivemos a participação de aproximadamente 256 Ialorixás vindas de todo o Brasil. Retornamos deste encontro com a tarefa de formarmos os núcleos estaduais e proceder os encontros de Mulheres de Axé do Brasil, onde realizamos em 15/01/20 nosso primeiro encontro na Câmara Municipal de São Paulo - SP, com a participação de cerca de 90 mulheres.


Foto: Yá Monadeosi, Yalasé Juçara lopes, Yá Maria Emilia e Yá Claudia Rosa
  Foto: Claudia Rosa de Oyá

     Encontros no Ilê Asé Ojú Oyá ( Casa de Axé: "Os Olhos de Iansã") - Guaianases


Foto: mãe Claudia Rosa de Oyá

   Vale frisar que a respeitada, mãe Claudia Rosa de Oyá, recebeu no dia 07/02 na Câmara Municipal de São Paulo - SP, em solenidade, a premiação internacional, ibero-americano - Americano "A Trajetória do Nevado Solidario de Oro". Segue imagem abaixo:
Foto: Rosa de OYÁ Claudia 

Preceitos estabelecidos pela mãe Claudia:


IFÁ (CULTO) NOS ENSINA:

  1. òkànran: Não fazer mal a ninguém
  2. Éjì òkò: Não sentir ódio nem distratar o outro
  3. Etá Ògúndá: Não guardar sentimento de vingança. 
  4. Ìròsùn: não fazer armadilhas nm caluniar;
  5. Òsé: não invejar nada de ninguém
  6. Òbàrà: não mentir
  7. Òdí: não corromper nem se deixar ser corrompido
  8. Èjì Onílè: usar bem a cabeça neste mundo e respeitar os segredos alheios
  9.  ÒSÁ: não ser falso consigo ou ao próximo
  10. Òfùn: não roubar, não jurar em falso nem amaldiçoar.
  11. Òwónrín: não matar, não arruinar a vida de outros e ser grato ao bem que nos façam
  12.  Èjìlá seborá:  Evitar os escândalos e afastar-se de trajédias. 
  13.  Èjì ológbon: respeitar os mais velhos e ancestrais.
  14. Ìká: não espalhar doenças, a corrupção e a maldade sobre o mundo
  15.  Ògbengúndá: respeitar a todos, as crianças, o pai e a mãe;
  16. Àlàáfíà: ouvindo estes conselhos não sentirá vergonha no dia que tiver que se apresentar perante (o Deus supremo) Olódùmarè!

Ilê Asé Ojú Oyá (Casa de Axé: "Os Olhos de Iansã")
Claudia Rosa de OYÁ 


Continuidade

   Mãe Claudia possuí um papel elementar no contexto religioso, social e econômico do estado de São Paulo. A mãe segue uma rotina árdua de muita luta pela igualdade, prática da solidariedade a todos que a procuram, busca criar pontes para vencer barreiras entre religiões, pois segundo ela, a integração e a tolerância é a essência do amor ao próximo. Acrescenta ainda que somos mais fracos para apoiar causas se divididos por causa da soberba ou pelo pseudo achar de outrem que se intitula como o dono de uma pseudo verdade absoluta. Trata-se de uma contradição sem precedentes, querer praticar o amor por meio do ódio a religião alheia. É necessário o exercício em conjunto da solidariedade. Umas das frases mais emblemáticas da mãe Claudia diante da pandemia de Coronavírus, dentro do contexto das atividades de sua casa e em todos os demais Ilês é: " Por que não beijar as mãos? O não beijar as mãos não significa falta de respeito e axé, mas sim amor ao próximo e prevenção no tocante ao Coronavírus.    


Prevenção contra o Coronavírus

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Manter os ambientes bem ventilados;

Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.


Fonte: RICMAIS.COM.BR


 Evento Cancelado

                                     


   Mãe Claudia Rosa de OYÁ aproveita para salientar a nota de cancelamento do "II ENCONTRO DE MULHERES DE AXÉ DO BRASIL", que se daria entre o dia 26 e 29/03 no estado da Bahia, foi cancelado em razão do Coronavírus. Para tanto, vem a público informar a todas e todos que particicipariam do mesmo. Logo após a realização do nosso primeiro encontro passamos a preparar a nossa participação no segundo encontro nacional que se daria no Recôncavo Bahiano de 26 a 29 de março de 2020. Em ofício abaixo, emitido no último dia 16/03 pela coordenadora nacional do Mulheres de Axé do Brasil, por meio da ilustre, Yalasé Juçara Lopes Pontes. 
                                               


Finalizando

   Qualquer forma de  intolerância religiosa e racial só demonstra a falta de respeito pelo próximo. Não adianta que venhamos astear a bandeira do amor ao próximo se o tratamos com indiferença, quer seja pela religião, pela cor da pele ou por qualquer outro motivo. 


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João Costa