Especialista comenta repercussão do episódio, aponta sinais de comprometimento psíquico grave e defende rigor legal aliado à atenção em saúde mental
Na tarde do último dia 02
de fevereiro, o psicólogo e escritor Alexander Bez participou do
programa Estúdio Câmara, apresentado por Rubia Oliveira, na TV
Câmara, para comentar o caso conhecido como “Cão Orelha”, que gerou
grande repercussão e debates nas redes sociais.
Durante a entrevista, Bez
destacou que, diante de episódios de extrema violência, é comum a sociedade
buscar culpados imediatos, especialmente os pais. No entanto, segundo ele, essa
associação nem sempre é adequada. “Não é simples nem correto atribuir automaticamente
a responsabilidade à família. Em determinados casos, não é por aí”, afirmou.
Ao abordar o tema sob a
ótica da saúde mental, Alexander Bez explicou que a psicologia clínica
trabalha, de forma ampla, com três grandes estruturas psíquicas: neurose,
psicose e perversão. De acordo com o especialista, atos de crueldade
extrema indicam um comprometimento psíquico mais grave. “Quando há uma
violência dessa magnitude, estamos diante de uma manifestação clara de
psicose”, avaliou.
O psicólogo ressaltou que a
crueldade contra animais é um dos sinais frequentemente associados a quadros
psicóticos, conforme descrito em estudos e análises clínicas ao longo da
história. Ele lembrou que diversos casos amplamente estudados pela criminologia
apontam esse tipo de comportamento como um alerta importante, especialmente
quando ocorre de forma precoce.
Bez também explicou que a
estrutura neurótica, por exemplo, não costuma estar associada a atos de
violência física extrema. “Na neurose, o conflito é interno. Não há, via de
regra, agressão física contra animais ou pessoas”, afirmou. Já em quadros
psicóticos, segundo ele, pode haver uma distorção profunda da realidade, com
comportamentos marcados por ausência de empatia e prazer no sofrimento alheio.
Outro ponto abordado foi a
formação da personalidade, que, de acordo com Bez, se consolida nos primeiros
anos de vida. Traumas severos ou lesões neurológicas nessa fase podem
comprometer seriamente o desenvolvimento psíquico. “Isso não significa que todo
trauma leve a esse desfecho, mas em casos específicos, há impactos
irreversíveis”, explicou.
Ao final da entrevista, o
psicólogo defendeu que situações dessa gravidade precisam ser tratadas com
seriedade pelo sistema de justiça e pelas políticas públicas de saúde mental.
Para ele, é fundamental que o país avance tanto na prevenção quanto na responsabilização
adequada, sempre com base em critérios técnicos e científicos. Saiba mais sobre
o especialista no Instagram: @alexanderbezoficial
Assista à entrevista
completa no programa Estúdio Câmara da TV Câmara pelo link:
https://www.youtube.com/watch?v=fHZpmV3xtZ8&list=PLhqth1IdeBWDQQ6cr5hpROco6YDYHx-gb
Alexander Bez é formado em psicologia com especialização em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia, além de especialização em Relacionamentos pela Universidade de Miami. O especialista também atua como escritor e palestrante, com foco em relacionamentos, transtornos emocionais e dinâmicas afetivas.










Ricardo Piragini - atual Presidente do Rotary Club São Paulo e Lívio Giosa - Especialista em Gestão Estratégica, Sustentabilidade e ESG – homenageando o Conferencista com uma edição do livro que narra à história do Rotary Club São Paulo, uma Flâmula e um Certificado.
















